O PISA.net é o sistema oficial para a gestão da saúde animal adoptado pelo Estado português desde 1990.
Com a entrada na União Europeia, Portugal passou a estar abrangido pelas rigorosas exigências da comunidade no que respeita ao controlo da saúde animal. Era necessário modernizar o sistema de informação e de monitorização das acções enquadradas nos Planos de Erradicação de Doenças definidos pela Direcção Geral de Veterinária, de modo a convergir com as normas estabelecidas pela União Europeia.
Foi neste contexto que, em 1990, o Ministério da Agricultura português adoptou oficialmente o PISA. Criado de raiz pela Digidelta Software, o sistema foi desenvolvido de acordo com as orientações da Direcção Geral de Veterinária — o órgão máximo responsável pela coordenação dos Planos de Erradicação de Doenças no território português. Para além da sua implementação em Portugal Continental, foram ainda criados subsistemas PISA adaptados às estruturas oficiais das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira — também eles sob a tutela da Direcção Geral de Veterinária.
O sistema foi integralmente implementado pela Digidelta Software, que também assume a responsabilidade pela formação das entidades envolvidas. O PISA.net passou a gerir pequenos e grandes ruminantes de carne e leite das explorações portuguesas, emitindo relatórios detalhados acerca do estado de saúde dos mesmos, por forma a dar resposta às exigências das autoridades nacionais e à União Europeia.
A dimensão do sistema em Portugal
Hoje, em Portugal, o sistema tira partido das mais recentes tecnologias de informação. A última versão lançada em 2008, o PISA.net, funciona online em tempo real e conta mais de 1000 utilizadores a operar, de forma sincronizada, neste sistema único de gestão de saúde animal. Em termos de efectivos, ele integra cerca de 5,5 milhões de animais activos — 1,5 milhões de bovinos e 4 milhões de caprinos e ovinos — e um histórico total de mais de 17 milhões de animais controlados. Comprovada a sua eficácia e rentabilidade, o sistema está preparado para gerir quaisquer espécies com interesse veterinário, estando já planeada a inclusão de suínos e equídeos num futuro próximo.
As entidades envolvidas no sistema
O PISA envolve todos os parceiros interessados no controlo da saúde animal, desde o Estado (ou instituição máxima responsável por um dado território) às associações de produtores agro-pecuários e respectivas explorações. Assim, o sistema inclui toda a hierarquia da administração veterinária, os médicos veterinários que intervêm em campo e os laboratórios responsáveis pela análise das provas animais recolhidas.

O sistema é, por isso, utilizado e manipulado a partir dos mais variados pontos da rede de controlo da saúde animal — quer seja regional, nacional, continental ou global — em gabinete ou no terreno. Os seus intervenientes encontram-se geograficamente dispersos, pelo que o PISA tem como principal função registar, tratar e disponibilizar toda a informação introduzida e actualizada por cada indivíduo ou organismo autorizado, de acordo com a sua função e permissões. Tudo isto numa base de dados central.